Lá por 1979 o Bibi foi fazer um curso em São Paulo. No dia do retorno do Bibi, o tio Orlando se prontificou a nos levar para o aeroporto para fazer uma surpresa. Fomos na saudosa Variante vermelha: Tio Orlando de motora, tia Wandoca, André, Nana, Sofia, Mateus e eu, grávida do Ismael. Claro que naquela época não tinha essa história de cadeirinha prá recém-nascido, até tantos kg, até tantos anos.... Tinha muito mais o bom senso e a responsabilidade dos motorista. Quando estávamos chegando próximo à Canoas, furou um pneu. Desce a criançada, a mulherada e lá se foi o tio Orlando trocá-lo. Tudo bem, a idéia era chegar ao primeiro posto e arumá-lo para não ficarmos sem estepe. Ainda tínhamos tempo até o Bibi chegar. Rodamos mais alguns Kms e mais um pneu furou!!! E agora? Ficamos na beira do asfalto esperando a benevolência de algum motorista. Lá pelas tantas um carro parou e o motorista emprestou o estepe de seu carro para irmos até uma borracharia que ficava na entrada de Canoas. Nessas alturas, o vôo do Bibi já deveria ter chegado e ele já teria ido para a rodoviária de Porto Alegre para vir para Lajeado. Quando chegamos na borracharia, tudo de novo, desce criançada, desce mulherada e o tio Orlando resolvendo o problema. Depois dos dois pneus arrumados resolvemos ir até o aeroporto, já que a criançada estava na expectativa de ver muitos aviões. Eu, estava triste e chateada, bem que a flamente vermelha poderia ter colaborado...... Foi quando a Wandoca juntou do chão um marcador de livro com a frase "CRER É TORNAR POSSÍVEL O IMPOSSÍVEL" e me disse: - Olha Tuca é só acreditar!
E não é que ao chegarmos ao aeroporto, o vôo do Bibi estava atrasado e ainda conseguimos fazer a tal surpresa?
Até hoje uso essa frase nas minhas provas.
Precisamos acreditar!
Tuca
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