Acho que é genético. Tenho a mania de confundir os nomes de meu marido e meus filhos com os nomes de meus irmãos. As vezes estou falando no André, mas o chamo pelo nome de Guilherme ou chamo a Adriana de Anita e vice verso.Com a mãe não era diferente, afinal ela tinha nove irmãos e nove filhos. Chamava o Igor de Nico,e o Guilherme de Tatá e acho que dizia “meu filho Pedro”, para não confundi-lo com alguma das irmãs. A ilustração mais clara desta confusão aconteceu em um dia de chuva, quando a gente estava reunida, ela fazendo crochê e recordando uma viagem que havia feito, quando moça, ao Graxaim,lá pros lados de Camaquã, junto com a Tia Ursulina, a irmã mais moça dela. Empolgada com a narrativa do passeio e todas as peripécia do mesmo, ela se voltou para a Anita, a filha mais nova e perguntou: - Tu te lembras, eu ainda nem era noiva do teu pai. A gargalhada foi geral. Se a tia Ursulina não estivesse bem vivinha, poderia dizer que era caso de reencarnação
Postado por Wanda

Nenhum comentário:
Postar um comentário