Esta historia me contaram os detalhes. Eu lembro apenas vagamente, pois era muito pequeno. Eu tinha um ano e meio ou dois de idade. Nós morávamos no Pirai, na casa do Trevo. Esta casa tinha uma pequena área na frente, onde o pessoal se reunia, de vez em quando. Era uma noite perto do Natal e estávamos sentados na área, eu e algumas das gurias. Não sei quais porque tem algumas correndo até hoje. Bom, acontece que no bairro tinha um amigo da familia chamado Bêlo, que se vestia de Papai Noel e saía à rua para brincar com as pessoas. Nesta noite ele resolveu chegar lá em casa. Ele deve ter aparecido de sopetão, pois soube que quem estava comigo entrou correndo para dentro de casa e fecharam a porta. Ficou eu e o Papai Noel. Ele rindo e brincando e eu petrificado como se tivesse visto a cabeça da Medusa. Ainda bem que eu usava fralda. Acho que fiquei sem falar por uma semana, tal o trauma. Mas me recuperei e hoje eu me assusto mais com a conta do cartão de crédito no Natal do que com o Papai Noel. E fiquei mais tranqüilo quando encontrei o Bêlo uns quinze anos depois e descobri que ele era baixinho e simpático, nada a ver com aquela figura “aterradora” que habitava a minha imaginação infantil.
Postado por Pedro

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