Aconteceu no inicio da década de 60. Nós tivemos que sair da casa do Pirai. Nossa propriedade foi desapropriada para construção do trevo da Rodovia Presidente Kenedy (BR 386 e hoje Itagiba Leonel Brizola). Enquanto a casa nova (nem tanto) não ficava pronta, nós ficamos morando no porão da casa da D. Zuleika Born. ( sempre tinha um anjo no nosso caminho) . Era verão, ela passava na praia de dezembro a fevereiro e emprestou o porão. De quebra, nós cuidávamos da casa. Não tinha muita coisa para fazer. Ás vezes o pai nos levava escondido da mãe na parte de cima da casa para assistir as aventuras de Guilherme Tell na televisão . Mas o terreno atrás da casa era grande com um pomar e um burrico. Eu nunca fui muito fã de cavalos, muito menos de burricos. Mas um dia, convenceram eu e Tuca a andar de burrico. Nos colocaram nas costas do coitado e o Guilherme puxava. O bichinho andou um pouco e de repente empacou. Não se mexeu mais. Lentamente, abaixou a cabeça de tal maneira que eu e Tuca escorregamos pelo pescoço dele e fomos cair sentados no chão. Foi muito divertido. O burrico não era tão burro assim.
Postado por Pedro.

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