sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Burrico nada burro.

Aconteceu no inicio da década de 60. Nós tivemos que sair da casa do Pirai. Nossa propriedade foi desapropriada para construção do trevo da Rodovia Presidente Kenedy (BR 386 e hoje Itagiba Leonel Brizola). Enquanto a casa nova (nem tanto) não ficava pronta, nós ficamos morando no porão  da casa da D. Zuleika Born.  ( sempre tinha um anjo no nosso caminho) . Era verão, ela passava na praia de dezembro a fevereiro e emprestou o porão. De quebra, nós cuidávamos  da casa. Não tinha muita coisa para fazer. Ás vezes o pai nos levava escondido da mãe na parte de cima da casa para assistir as aventuras de Guilherme Tell na televisão . Mas o terreno atrás da casa era grande com um pomar e um burrico.  Eu nunca fui muito fã de cavalos, muito menos de burricos. Mas um dia, convenceram eu e Tuca a andar de burrico. Nos colocaram nas costas do coitado e o Guilherme puxava.  O bichinho andou um pouco e de repente empacou. Não se mexeu mais. Lentamente,  abaixou a cabeça de tal maneira que eu e Tuca escorregamos pelo pescoço dele e fomos cair sentados no chão.   Foi muito divertido. O burrico não era tão burro assim.
Postado por Pedro.

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